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Talitha Cumi - Jesus chama-te

Talitha Cumi - Jesus chama-te

Talitha cumi foi a palavra que Jesus disse à filha de Jairo quando a pegou pela mão e a chamou de volta à vida. Um gesto de proximidade que devolveu, mais do que a vida, a dignidade e o nome. Jesus não a deixou nesse momento de êxtase, pediu que lhe dessem de comer e devolveu-a à vida comum, à mesa, à rotina. É sobre isto que fala este post: o que significa levantarmo-nos assim todos os dias, e não só nos momentos de fé mais visíveis. Viver como filha de Deus nas manhãs comuns, na casa, no casamento, na maternidade, dissolvida no quotidiano como o sal de que Jesus também falou. É esse o convite da saltn'paper.

Talitha Cumi: o convite para te levantares, todos os dias

No Evangelho de Marcos, capítulo 5, há um homem chamado Jairo, chefe de uma sinagoga. A filha dele, de doze anos, estava muito doente, e ele foi implorar a Jesus que a fosse curar. Enquanto caminhavam para casa, chegou a notícia de que era tarde demais. A menina tinha morrido.

Jesus respondeu com uma frase que atravessa toda a história: não temas, apenas crê. Continuou o caminho até casa de Jairo, onde encontrou gente a chorar alto, como se manda a tradição.

Entrou no quarto só com os pais e três discípulos. Pegou na mão da menina e disse duas palavras em aramaico, guardadas assim mesmo no texto original: Talitha Cumi. Levanta-te, menina.

E ela levantou-se. Começou a andar pelo quarto, como se nada tivesse acontecido. Marcos regista que tinha doze anos, para não deixar dúvidas de que era crescida o suficiente para andar sozinha.

Talitha Cumi não foi só um milagre, foi uma ordem para viver outra vez

É fácil ficar só na parte espetacular desta cena. Uma menina morta que volta à vida é, de facto, extraordinário. Mas Marcos conta o que aconteceu a seguir, e é aí que a cena ganha outro peso.

Jesus não deixou a menina de pé, em êxtase, rodeada de gente maravilhada com o milagre. Pediu que lhe dessem de comer. Voltou a menina para a vida mais comum que existe: ter fome, sentar-se à mesa, comer.

A ressurreição não foi para a mostrarem. Foi para ela viver.

 

A fé não foi feita só para os dias em que sentimos tudo

Há dias em que sentimos a fé com força. Uma missa que toca fundo, uma oração que finalmente parece chegar a algum lado, um momento de paz que gostaríamos de guardar para sempre. E depois há os outros dias. Os que são feitos de roupa para lavar, de filhos a chamar, de listas que nunca acabam.

Muitas mulheres guardam a fé para os primeiros. Vivem a semana em modo de sobrevivência e esperam que o domingo, ou a oração da noite, ou um retiro, tragam de volta aquilo que sentem ter perdido.

Mas Talitha Cumi não aconteceu para a menina ficar de joelhos, admirada com o próprio milagre. Aconteceu para ela voltar à mesa. A fé que Jesus devolve não é para os momentos altos. É para a vida inteira, incluindo a parte que parece pequena demais para ter Deus lá dentro.

Levanta-te, hoje também

Talvez o teu dia hoje não pareça espiritual. Talvez seja só mais um dia comum, com tarefas por fazer e pouco tempo para parar. É precisamente aí que a palavra chega até ti: Talitha Cumi. Levanta-te.

Não para um momento extraordinário. Para a vida normal, vivida como filha de Deus, também na segunda-feira, também às três da tarde, também quando ninguém está a ver.

É este o convite do saltn'paper. 

Sal da terra: o nome que carregamos

No Evangelho de Mateus, capítulo 5, versículo 13, Jesus está a falar para uma multidão comum, reunida numa colina, e diz-lhes: vós sois o sal da terra. Não estava a falar com sacerdotes ou com quem ocupava lugares de destaque. Falava com gente vulgar, com casas para cuidar e vidas para viver.

O sal não se nota quando está a fazer o seu trabalho. Está dissolvido na comida, sem se destacar, e é exatamente aí que dá sabor a tudo o resto.

Foi este o lugar de onde nasceu o nome saltn'paper. Não uma marca que promete uma vida espiritual à parte da vida real, mas um espaço que acredita que a fé se vive dissolvida no que já fazes todos os dias. No casamento, na casa, nos filhos, no trabalho. Sem precisar de um palco para ser verdadeira.

Firme como a Oliveira. Simples como o Sal da Terra